
(discursei o texto abaixo na tribuna na missa de 7 dia de falecimento do meu avô. Devido ao seu propósito, o escrevi de um modo diferente. Não para ser lido, mas para ser ouvido. Por isso, se você quiser captar toda a energia que tentei transmitir nele: leia-o, sinta-o e escute-o em sua própria voz. Imagine-se sendo vc mesmo o orador... a igreja gigante, mas lotadíssima... clima tenso no ar.... ansiedade... medo.... milhões de olhos fixos e convergindo para você )
Boa Noite a todos!
Esta igreja guarda laços íntimos com minha família. Nela ocorreram celebrações religiosas importantes para nós, dentre as quais destaco, há quatro anos, as bodas de ouro de meus avós.
Outro motivo muito especial nos une aqui hoje. Todos nós viemos celebrar uma missa: a missa do sétimo de dia de falecimento de um grande homem. O meu avô: HELY JOSÉ DE FARIAS, guardem esse nome.
E não poderia começar senão agradecendo à presença de cada um de vocês aqui: ao frei Paulo Valério; aos músicos; à sua esposa, Zita, mulher admirável que sempre o acompanhou; aos seus irmãos, aos seus amigos, aos seus 6 filhos, aos seus 12 netos e 2 bisnetos, e aos respectivos cônjuges.
Agradeço também às pessoas que não puderam vir, mas que estão em casa rezando também junto conosco; e a todas as outras que aqui estão.
E por que não agradecer também à presença dele! Com certeza ele está aqui conosco participando também, dá inclusive pra sentir sua presença aqui entre nós... Arriscaria até dizer o local onde ele está: está ali, ao lado de minha avó como sempre esteve e onde sempre vai estar, olhando pra mim agora, quando, enfim, começo de fato meu texto....
Ahhh que alívio! Sinto-me, completamente, aliviado...
Pode parecer estranho, uma das pessoas que mais amo, morre, e a sensação que agora me invade é o alívio. Pra entender melhor o porquê desse sentimento aparentemente paradoxal preciso antes contar uma história, já que alguns aqui não conhecem bem seus detalhes. De antemão, previno, é uma história com alguns momentos tristes, mas que com certeza terá um final feliz, garanto-vos.
É a história de um homem como poucos.
E essa história começa com um barulho. Um barulho forte. Na verdade, mais que um barulho: um tremor de chão intenso e repentino. O tremor da queda de meu avô sobre o piso de sua casa, em plena madrugada de 15 de abril de 2007, há exatos 50 dias. Uma simples queda, mas que logo descobriríamos iria causar um verdadeiro terremoto dentro de cada um de nós. Um terremoto faz você ficar inseguro com o solo em que está pisando, da mesma forma ainda hoje estamos inseguros com nós mesmos, de como será nossa vida daqui pra frente sem nosso ídolo, nosso porto-seguro.
Meu avô costumava afirmar que um de seus maiores temores era o de tornar-se muito dependente de cuidados, como, por exemplo, ficar preso numa cama, usando sondas, dependendo de outros até para comer. E imediatamente após sua queda estava evidente que algo não ia bem: ele não conseguia mexer suas pernas. Nem um singelo movimento. Um exame de ressonância minutos após já constatava: havia de fato uma lesão na medula vertebral do pescoço, o que comprometeria sua respiração e a movimentação de suas pernas e de seus braços. Tudo o que ele mais temia.
Após a queda, já no hospital, minha primeira surpresa: 83 anos! Quem diria que ele com aquele aspecto de homem muito forte, saudável, tinha essa idade. Quase Ninguém!
Nos dias que se seguiriam, porém, os problemas foram se somando, no início ele estava estranhamente sonolento, depois a freqüência cardíaca sem explicação mantinha-se sempre baixa, ademais a respiração tornava-se, pelo acumulo de secreção, a cada dia mais difícil. Decidiu-se, então, colocar um marca-passo, mas eis que na noite do 10º dia ele apresentou uma piora abrupta: a respiração foi piorando, a freqüência foi caindo e teve sua primeira parada cardíaca. Presenciar uma pessoa que você ama profundamente num momento tão angustiante quanto aquele, acreditem, é uma das piores situações que uma pessoa pode passar. Provoca um verdadeiro caos dentro de si. É perturbador.
Por sorte a parada não durou nem 1 minuto, mas trazia consigo outra novidade ruim – ele precisou ser entubado. Fomos dormir nesse dia completamente esgotados psicologicamente. Mas no outro dia – pasmem – só notícias boas: o tubo foi logo retirado, e ele lúcido e em tom de bom-humor já comentava:
– Avisem pra Zitinha que eu fui EXTUBADO.
E mais tarde, à noite, ele me confessou, entre risos, brincando:
– Meu filho esqueça aquela historia da luz no fim do túnel: é tudo mentira.
Nesta mesma noite tive o privilégio de passá-la toda ao seu lado, onde pudemos conversar sobre quase tudo. Pude ouvi-lo recitar poemas, contar piadas, declarar seu amor incondicional e seu orgulho da família. Após horas de conversas, já na madrugada, ele falou: Já está tarde, sente nessa cadeira ao lado de minha cama, vá descansar, e se você me ouvir gemendo, não precisa levantar: é DENGO. E realmente muitas vezes na noite ameacei levantar pelos gemidos dele, mas prontamente ele avisava: “nem se levante. É dengo!” e depois continuava: “ai ai ai ui ui ui”
Foi minha segunda surpresa. Mesmo naquele estado doente, naquele ambiente inóspito da UTI com pessoas estranhas e sons irritantes, sem poder ter a presença constante da família, meu avô não tinha perdido uma de suas características mais marcantes: o bom humor.
Seguiram-se ainda mais 33 intermináveis dias de seu calvário, nos quais ele mostrou uma vontade de viver impressionante, lutou com uma bravura contagiante, mas após mais seis entubações, duas cirurgias, mais três paradas cardíacas, e uma infecção difícil de combater, ao final acabou não resistindo...
Acompanhar de perto na UTI uma pessoa que se ama é uma experiência marcante. Dolorosa, mas marcante. Notícias boas e notícias ruins se alternam numa seqüência sem fim. E essa alternância diária somado a um sentimento de impotência por se deparar muitas vezes com situações onde nada se poder fazer produzem uma dor frustrante indescritivelmente lancinante...
Sem falar que a presença dele na UTI por si só já era algo de uma estranheza desconfortável. Pois se antes estava acostumado a ler seu nome apenas nas correspondências de sua casa, agora estava exposto no prontuário, nos exames. Se antes apenas o via dormindo no sofá após o almoço, agora o via dormindo num leito de hospital. Se antes mal conversávamos, agora tínhamos noites inteiras pra conversar. Se antes mal nos tocávamos, agora alisava sua carequinha por um bom tempo. Se antes parecia forte, indestrutível, agora não menos frágil que uma criança. Se antes via seu rosto de satisfação após tomar um cálice de vinho, agora via o mesmo rosto após dar com minhas próprias mãos água mineral que ele chupava através de um punhado de gaze. Se antes era ele que cuidava de mim; agora era eu que naquele momento cuidava dele.
Foram momentos difíceis. E jamais seremos os mesmos após esses 43 dias, levaremos para sempre na alma, mossas, dessa amarga experiência.
Mas, enfim, tudo aconteceu da forma exata que tinha que acontecer. E, inclusive, acredito que foi melhor assim. Tanto pra ele fazendo-o DESCANSAR após um sofrimento quase sobre-humano, além de evitar mais sofrimentos futuros numa vida em casa, preso a uma cama, que provavelmente ELE não gostaria. Pelo fim de seu sofrimento, e pelo seu merecido descanso, que hoje me sinto como falei no início: aliviado.
Penso que da forma como aconteceu foi melhor também pra nós. Meu avô era tão querido que se tivesse acontecido da noite pra o dia, com certeza não teríamos suportado, foi preciso dividir nossa dor pelos 43 dias.
Mas como frisei no início, nessa história o final é feliz. Impossível pensar diferente. A tristeza pela sua perda acaba hoje, acaba AGORA. A partir daqui somente a ALEGRIA, o ORGULHO pela herança que ele deixou. E pensem comigo: quantos daqui conseguirão chegar à idade dele e de forma tão bem vivida, deixando um exemplo de pessoa tão bondosa e admirável?
Como se esquecer de seus sapatos no pé da escada, de seu paletó bem dobrado no sofá, de seu amor por vinhos, por peru, pela papa de aveia de Quitéria; como esquecer de sua carequinha, de seu olhar distante nas fotos, do barulho que fazia indiretamente avisando que tinha acordado. Como não sentir sua ausência no almoço dos sábados? Quem vai, o final dos filmes, agora, nos contar? Quem vai, com Adônis, passear? Quem vai, as plantas do jardim, regar? Quem vai, com minha mãe, implicar quando em casa ela demorar a chegar? Quem vai, alguns de nossos problemas, com um lindo sorriso acabar? Quem vai, com sua cultura, nossa ignorância diminuir? Quem vai em nossos corações, com seu carinho, latifundiar? Por quem vamos torcer, no amigo-secreto do Natal, pra o nosso nome tirar? Quem até a Rua sete de setembro dando carona vou levar? Quem vai falar: “Gildo você é um arretaaaaado” quando na prova de residência no fim do ano eu passar?
É a história, repito, de um homem como poucos. E homens assim são inesquecíveis. E, por isso, deixam uma saudade, mesmo das pequenas coisas, como ele mesmo diria: “muuuuito” grande. E pessoas inesquecíveis não morrem, vencem o tempo. A dor passa, os ensinamentos ficam. Vejamos bem como, através de suas inseparáveis lentes, ele via o mundo:
As Virtudes.
Homem sério e Trabalhador. Tornou-se Procurador do Estado extremamente respeitado, honesto e com uma retidão ética rara nos dias de hoje. Além disso, possuía três virtudes marcantes: o BOM-HUMOR, de fato, detestava a tristeza; uma SABEDORIA incrível – impossível não se impressionar com sua inteligência e vastidão cultural. E, ainda, a pessoa mais ALTRUÍSTA que conheci. Tinha uma bondade no coração quase inacreditável, sempre ajudando quando solicitado. Com ele aprendemos a tratar quem quer que fosse sempre com doçura e educação.
O Avô e o bisavô.
Impossível ter algum mais dócil, mais carinhoso, mais entusiasta e atencioso.
O Pai e Educador.
Os filhos imitam os pais. Os filhos tendem a ser um espelho de seus pais. E, por isso, a melhor forma de educar é sendo você mesmo o exemplo. E isso ele o era. Impossível não querer imitar suas qualidades, e por conta disso também era um pouco nosso pai também.
Não a toa construiu uma família tão maravilhosa com Zitinha, mulher incrível tão ou até mais elogiável que ele. Família que sempre foi muito unida, de pessoas que se amam e se respeitam, onde nunca houve brigas, um espelho exato do casamento deles.
Ao todo foram seis filhos: uma advogada, um médico, dois empresários, uma esteticista e um músico. Sobre os quais ele me confessou que tanto o enchiam de orgulho. Seja a alegria de Luciano e Eduardo, a pureza ingênua de Fernanda, o profissionalismo de Flávio, a bondade de Cassandra, a inteligência de Hely.
O Marido.
Todo relacionamento que envolve convívio intenso é difícil. O de meus avós não era diferente, porém uma coisa impressiona: em toda minha existência nunca presenciei entre os dois uma discussãozinha sequer. Nunca conheci casal com cumplicidade maior. Sem falar que fluía entre eles um amor inefável, contagiante. Cito um exemplo: durante aqueles 43 difíceis dias, era impossível não se emocionar quando minha avó chegava à UTI, pois entrava falando: ”meu lindo, meu amor, cheguei”
E o simbolismo dessa união tão sincera e admirável é extremamente importante pra os dias de hoje, onde as pessoas parecem levar menos a sério o sacramento do matrimônio. Ainda me lembro quando nas bodas de ouro deles, comovido, pensei: “Quero construir uma família assim também!”
Essa foi, enfim, a história de um homem como poucos. De um homem que deixa aqui a esposa dedicada, mãe (e avó) perfeita, os filhos formados, a família e os amigos saudosos e deixa um grande exemplo que nos enche de orgulho e o qual tentaremos perpetuar.
De um homem que agora inicia uma jornada merecida para sua eternidade. De um homem que na noite do dia 6 de maio me fez a seguinte revelação, vou relatá-la na íntegra:
Eu comecei assim falando:
– Voinho, o senhor passa tanto tempo aí deitado que acaba perdendo a noção do tempo. E como são apenas duas visitas por dia, acho bom lhe falar que voinha está vindo aqui religiosamente todos os dias, a todo tempo ela quer saber como o senhor está
– E é? Ele respondeu. “Eu a escolhi bem, não foi?”, completou.
Após um silêncio, ele em tom mais sério, perguntou.
– Meu filho, posso lhe falar uma coisa do fundo do meu coração?
– Lógico “vô” fale.
– Eu sei que ELA já sabe disso. Mas se puder avise a todos o quanto eu amava Zitinha. Minha vida teve um sentido especial por conta dela. Ela nem precisava ter me dado filhos e eu já estaria satisfeito. Mas me deu filhos lindos. Tudo o que eu sou, o que conquistei, eu devo a ELA. E essa tranqüilidade, em momentos como o que estou, traz um conforto muito grande.
Obrigado é o melhor que agora posso lhe dizer. Obrigado pela lição sobre valores. Obrigado pelo exemplo de chefe familiar. Obrigado por ter deixado um Norte para as nossas bússolas. Obrigado pelo grande homem, pelo avô, pelo pai, pelo amigo...
Faço minhas as palavras do advogado Manoel Maia:
“Quando partires num vôo só para a eternidade,
Não te esqueças, leva dentro de ti,
A minha infinita e descontrolada saudade”
10 comentários:
Incomparavel... o texto que voce escreveu foi de uma perfeição digna dos aplausos recebidos! Perfeito.... Retrata realmente e de forma especial, a importancia desse ser incrivel que foi seu avô! Parabéns... parabéns... por sua coragem, determinação e força naquele momento!
Sua família é linda! Junção perfeita de união, garra, força e amor...
Por acaso achei seu blog e de curiosa q sou comecei a ler.Muito me emocionei com o texto q vc fez p o seu avô, principalmente pq perdi o meu a pouco mais de um mês. E a saudade ainda é muita e a minha família eh assim como a sua: numerosa, unida...Nos amamos muito!
O texto tá lindo. Parabéns p vc q teve um avô maravilhoso, creio q como o meu representa p mim!
Acabei q chegar aqui no trabalho e a primeira coisa q fiz foi abrir o orkut, pq ver se as meninas tinham me deixado um recadinho, que n achei, mas achei esse texto lindo. Pouquissimas pessoas teem o dom de expressar sentimentos tao profundos em escrita, parabens! Lindo! Saudades...
A perda de uma pessoa não é facil , mais você expressou com a alma seu sentimento e o que escreveu foi lindo e mostra a maravilha da importancia da sua familia e a importancia que seu avô teve para você . Parabéns pelas palavras , pela familia e por ser uma pessoa assim.
Oiii Paula...
As vezes por caminhos inesperados que encontramos coisas especiais...
Fico feliz e lisongeado com suas palavras. Sinceramente.
Q bom q gostou. Espero q continue gostando....
Oiii Cléoo
Vc tem absoluta razão. "A perda de uma pessoa não é facil", sobretudo quando essa pessoa é "a pessoa", como meu avô era pra mim. Meio ousadamente posso até afirmar quem em mim há mto dele. Falei "ousado", pq por mais q me esforce n sei se consigo chegar perto de algumas qualidades dele.
Esse texto foi mto dificil de escrever, mais dificil ainda de falar naquela igreja lotada de gente e o dobro de olhos voltados pra mim....
Família é tudo mesmo.
Vamos tentar construir as nossas nesses moldes...
Obrigado, enfim, pela sua presença e pelo seu comentário.
Obrigado, obrigado Nina!
Obrigado por ter participado daquele momento na missa. Obrigado pelo inestimável apoio!
É incrivel como são importantes em momentos dificeis como esse. E engraçado como apoios como esse seu ficam marcados em nossa memoria pra sempre.
Quem está agradecendo não sou apenas eu, mas falo em nome da familia q vc diz admirar tanto.
Bjoss
Confesso que no comeco tinha muita curiosidade de ler o texto por inteiro,mas no decorrer das linhas e das palavras foi comecando a me da um nó na garganta,ja nao podia mais,(nó este produzido pelas emocoes e pelas susas belas palavras,um bom escritor é aquele que consegue com que as pessoas sintam o texto de verdade e a emocao,isso voce conquistou),parei um pouco tomei uma agua,respirei fundo e voltei a ler,A PERFEICAO ESCRITA EM PALAVRAS,nessas linhas passou um filme de toda minha vida e meu coracao comecou a bater mais forte,por tudo que ja vivi e por tudo que vivo agora,pela distancia,pela saudade...MAIS UMA VEZ MEUS PARABENS...e mais ainda pelo avo que voce teve :) e por tudo que ele lhe proporcionou mesmo chegando ao fim da vida aqui na terra.
COM CARINHO,
NATHALIA FREITAS
Querida Nathy...
Fiquei mto emocionado pelo seu relato DA SUA hstoria. E por isso entendo toda sua emoção ao ler a MINHA historia.
Como vc falou "um bom escritor é aquele que consegue com que as pessoas sintam o texto de verdade e a emocao" na verdade não foi minha intenção q isso acontecesse.... mas como escrevi esse texto com o maximo de "coração" e sinceridade possivel, inevitavelmente fiz algumas pessoas lembrarem de suas proprias historia, como aconteceu com vc e seu já falecido ídolo.
É um prazer tê-la por aqui...
Bjoss
Querido amigo
Certo dia, comentei com você naquela salinha que fica evoluindo os pacientes, que para vocês da área de saúde, é mais fácil conviver com aquele quadro, ver pacientes ora graves ora desafiando a medicina e ficarem bons surpreendendo a todos da equipe. E você me respondeu que não era bem assim, que o médico também conhecia o paciente e existia também um laço de afinidade. Nunca esqueci suas palavras porque percebi, que nossa amizade iria além daquelas paredes e máquinas que estavam monitorando a sua paciente, minha mãe, que tinha um amor e carinho todo especial por você.
Lendo e relendo a mensagem que postou em seu blogger pude conhecer e admirá-lo mais ainda. Conheci também um homem sensível e sensato. Que conseguiu transformar sua dor numa bela mensagem que toca nosso coração e ameniza a dor transformando-a em saudade. Seu avô, seus pais e todos da sua família devem ser muito orgulhosos de você. Parabéns mais uma vez pela pessoa linda e com um coração capaz de amar a todos que estão ao seu redor.
Sua história é para mim hoje, um alento, pois transmite o sentimento de quem vivenciou todo o percurso que fazem aqueles que apesar de todo o profissionalismo de uma equipe, não obtem o sucesso esperado. Mas, ficam a experiência e na memória todos os momentos vividos.
Para mim, apesar de não ter o final que gostaria, tivemos momentos muito felizes, conhecemos pessoas especiais que ficaram para sempre em meu coração.
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!
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