

Essencialmente pra refletir... e quem sabe aprender um pouco sobre humildade.
“Restringir nossa atenção aos assuntos terrestres seria limitar o espírito humano."
(Stephen Hawking)
Procure uma formiga. Qualquer uma, contanto que a ache rápido. Olhe a sua volta. Vá! Agora!
Caso não haja nenhuma por perto, tudo bem, mas lembre-se de procurá-la após ler esse texto. Quando a encontrar observe cuidadosamente a evolução sossegada de seu lento deslocamento...
Você nunca deve ter parado pra pensar, mas ela nessa caminhada não está só. Ao contrário, junto ao seu corpo leva alguns bilhões de outros seres: bactérias e vírus, de todo tipo.
Volte a olhar a formiga, mas com essa nova percepção...
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Toscanejava refestelando-me num confortável espaldar quando a voz de Pedro Bial me fez despertar. Estava passando o Fantástico e a voz dizia: “Demoraram 14 dias pra que a notícia da morte de Abraham Lincoln, em abril de 1865, chegasse à Europa”. Na verdade, o que me fez despertar não foi essa informação em si. Mas um contraste de informações. De duas, na verdade.
A primeira. Como falei acima: os 14 dias! Imediatamente entrei na internet e descobri que até àquela época as informações só conseguiam atravessar o Atlântico em navios e 14 dias era justamente a duração da viagem marítima dos EUA ao velho continente. Os aviões, cumpre lembrar, só foram inventados em em 1906 e mensagens transmitidas à distância apenas tiveram início com os telégrafos na II Guerra.
A segunda. No mesmo domingo, só que mais cedo: à tarde. Estava navegando na página inicial do meu browser, a globo.com, quando uma atualização automática me surpreendeu pela agilidade da notícia: “Uma ponte cai no Paquistão...”, ao ler a reportagem fiquei sabendo que ela havia caído há MENOS DE UMA HORA, e o mais surpreendente era que já estavam disponíveis fotos nítidas de seus escombros. Uma hora, apenas! Sem falar que o local era, ainda, o Paquistão. Se fosse há alguns anos provavelmente nem saberia onde ficaria o Paquistão, muito menos o que estaria acontecendo por lá. Ainda menos de forma tão rápida.
Realmente é chocante. Há apenas cem anos era necessário um navio pra levar as noticias intercontinentais; atualmente, contudo, temos à disposição notícias em tempo quase real e, ainda, englobando locais quase remotos e inacessíveis. Uma diferença tão brutal, e em apenas 100 anos. Com esse contraste cheguei a uma das conclusões mais importantes em minha vida, a saber: vida inteligente evolui muito rápido!
Tentarei discriminar melhor o que eu quero dizer.
O universo “surgiu” com o big bang há cerca de 15 bilhões de anos; há 5 bilhões, a Terra. A existência de vida por aqui começou a se desenvolver há 3,8 bi com as evidências de fósseis microscópicos de bactéria e algas rudimentares. Pela grande complexidade de NOSSA ESPÉCIE o Homo sapiens sapiens só surgiu há apenas 125.000 anos; e agrupadas em civilizações só há 10.000 anos, com o fim da última era glacial. A partir daí algo assustador nos é revelado: nossa característica mais marcante. Uma capacidade extraordinária em evoluir. E muito rápido.
Você vai precisar mudar seus paradigmas, seus parâmetros, pra entender melhor o que eu quero dizer. Veja bem. Você tem entre 1,5 a 2 metros de altura, se locomove numa velocidade baixíssima além de ter uma expectativa de vida pífia na média dos 70 anos. E todas as medidas que fogem muito desses parâmetros nosso cérebro demonstra uma profunda limitação em nos fazer entender. Por exemplo, quando eu falo APENAS para os 125.000 anos de existência da nossa espécie, baseio-me nos parâmetros universais, para os quais 125 mil anos não são nada; em contrapartida para os parâmetros humanos (vida média 70 anos) é um período de tempo tão grande que por mais que forcemos nosso cérebro, ele é limitado em nos dar uma idéia dessa dimensão.
Talvez fique mais claro assim: quanto oito horas representam na vida de uma pessoa que viveu 100 anos? Praticamente uma noite de sono, o que é totalmente desprezível. Pois é a mesma proporção de 125 mil anos pra um universo que tem 15 bilhões.
Vamos observar laconicamente a evolução da vida inteligente terrestre.
Antes da escrita, na Pré-história, tivemos dois momentos: O PALEOLÍTICO (entre 2 milhões - 10mil a.C) e o NEOLITICO (entre 10mil - 4mil a.C). No primeiro passamos a dominar o fogo e a usar corriqueiramente utensílios de pedra. Éramos nômades e vivíamos em cavernas até que se esgotassem os alimentos. No segundo, surgem a domesticação de animais e a agricultura; e com estas, a moradia fixa em aldeias próximas a rios. E apenas agrupados em sociedades deu-se início ao avanço cultural e ao aumento populacional. E tudo isto se intensificou sobremaneira com...
O surgimento da escrita e, então, possibilita o primeiro grande salto no desenvolvimento, porquanto permite o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos, mas também por gerações. Ou seja, as gerações seguintes não precisavam “começar” culturalmente do zero, agora havia o legado registrado das anteriores.
A partir daí não serão mais preciso milhares de anos para se perceber mudanças importantes, mas agora em algumas centenas de anos já serão percebidos mudanças assustadoras. E com o passar do tempo, esse padrão se mantém: substanciais mudanças populacionais vão ser observadas em períodos de tempo cada vez menores.
Viajando por nosso passado, percebemos fatos curiosos nas várias etapas da construção de nosso conhecimento. Como tivemos momentos no passado em que, míopes pela ignorância, acreditamos cegamente em muitas BABOSEIRAS para o conhecimento dos dias de hoje. Da mesma forma que no futuro irão rir das coisas em que acreditamos hoje cegamente, que nem sabemos ainda ser grotescas.
Tudo isso porque aprendemos desde sempre que somos inteligentes. E nunca aprendemos a lidar com situações onde nossa ignorância está evidente. Nunca. Para diminuí-la sempre preferimos nos aventurar em explicar tudo. E sempre acreditamos cegamente nessas explicações. Fica mais confortável ser assim, dá menos medo do desconhecido. Em contrapartida, entretanto, tornamo-nos pedantes e prepotentes muitas vezes diante do que não compreendíamos bem e tentamos explicar. Por exemplo, tem coisa mais incoerente e inverossímil que acreditar em Deus, em vida após a morte, ou em tantas outras baboseiras que acreditamos hoje? Ou melhor, acreditar nessas coisas apenas com as refutáveis informações que dispusemos?
Exemplifico mais.
Há dois mil anos tinha-se absoluta certeza que a terra era o centro do universo, era vigente o geocentrismo de Ptolomeu. Além disso, a Terra era considerada plana como um campo de futebol e – pasmem – acreditava-se estar sustentada nos ombros do Titã Atlas, e este em incontáveis cascos de tartarugas um em cima do outro. Se andássemos em linha reta, uma hora cairíamos num abismo sem fim. Isso há ínfimos dois mil anos. E foi nossa crença por 14 a 15 séculos! Em parte porque a igreja nos obrigava a pensar assim.
Só há quase 500 anos se passou a crer no heliocentrismo de Copérnico, uma 3 maiores revoluções culturais já experimentadas pelo homem. Realmente causou uma revolução. Era o tempo das navegações, e com essa teoria uma rota alternativa para as Índias passava a ser idealizada: a circunavegação. Mas convenhamos, fugia um pouco ao bom-senso a idéia que navegando em direção poente se chegaria ao nascente. E simplesmente ninguém suspeitava que ao invés de terríveis monstros no meio desse caminho existisse um imenso continente se estendendo de norte a sul. O mundo era cheio de surpresas mesmo.
Sua aceitação foi tão difícil que ainda em 17 de fevereiro de 1600 o filósofo Giordano Bruno foi queimado na fogueira por defendê-la, 100 após o Brasil ter sido descoberto.
Nessa mesma época, há um marco para a medicina: o ano de 1543, com a publicação do livro Fabrica por Andreas Vesalius. Nele é descrito com precisão toda a anatomia do corpo humano. Mesmo sem grandes descobertas, no entanto, é um marco por ter sido o único em 14 séculos a criticar e apontar os erros evidentes dos ensinamentos anatômicos de Galeno, o qual a igreja exigia que fosse considerado dogmático. Provocou, em stricto sensu, uma reviravolta na medicina fazendo-a acordar de um profundo sono letárgico diuturno.
Em lato sensu, no entanto, causou um frenesi, um imenso salto no conhecimento como um todo, até então sem precedentes. Sobretudo no que concerne à postura do homem pesquisador. Criou-se um clima em que todos os estudiosos renascentistas queriam medir, comparar, dissecar, desenhar, cheirar, elaborar novas teorias e se aventurar para além das fronteiras do conhecimento onde seus antepassados não ousaram.
A vida inteligente pela primeira vez passou a ser estimulada a demonstrar todo seu potencial.
A partir desse ponto as grandes mudanças sócio-culturais seriam perpetradas não mais em centenas de anos, mas agora em algumas dezenas anos. Foram tantas que seria impossível relatá-las aqui.
Cumpre destacar, por conseguinte, algumas mais marcantes: a circulação do sangue (1628), as bactérias (1676), a anestesia (1846), a anti-sepsia (1867), o telefone (1876), o rádio (1896), a televisão (1924), a penicilina – primeiro antibiótico (1929), o computador e o DNA (1945), a pílula anticoncepcional (1952), o satélite (1957), internet (1969), et coetera.
Em especial as outras duas maiores revoluções culturais. E bem recentes. Dois livros bombásticos, sísmicos, verdadeiros epicentros que chacoalharam o mundo. Em 1859 – A origem das espécies – de Charles Darwin, foi responsável pela revolução mais cataclismática até hoje. Não era pra menos, já que com argumentos irrefutáveis introduzia a idéia de que homens e macacos evoluíram a partir de um ancestral comum e não como mero fruto da criação divina. Ainda hoje ela não é totalmente aceita, há escolas que optam por ensinar o criacionismo. O segundo. Em 1899 – A interpretação dos sonhos – de Sigmund Freud que deu ao termo inconsciente um status científico, além de ter dividido nossa mente em camadas (o ego, o id e o superego), que era dominada em certa medida por vontades primitivas, escondidas sob a consciência, e que se manifestavam nos lapsos e nos sonhos.

Em cada um dos momentos desse processo evolutivo, seja há 10, há 100 ou há mil anos, outra característica inerente nossa sempre se fez presente: a da auto-exaltação, do egocentrismo desvairado. Por exemplo, recentemente um dos cientistas mais respeitados do século XIX, Thomas Edison (foto ao lado) “profetizava” em 1891: "Muito pouco ainda falta para ser inventado". E todos à época pensavam assim. Eles estavam maravilhados com a locomotiva, a fotografia, o transatlântico, o telégrafo, etc; e olhe que ainda nem existiam carros, aviões, televisões, prédios. Recentemente um amigo meu, Fred, proferiu frase semelhante após refletir sobre as novas maravilhas contemporâneas: “o que ainda falta ser inventado?” Não nos surpreendamos, somos prepotentes mesmo.
Você já imaginou como vivíamos há 2000 anos? Não existia absolutamente nada, apenas vamos dizer assim ovelhinha pra lá, ovelhinha pra cá... Ovelhinha pra lá, ovelhinha pra cá. E há apenas 100 anos? Sem prédios, sem ruas asfaltadas, sem carros, sem aviões, só cavalos e carruagens, muitas vezes lembrando cenários de faroestes? Éramos no planeta aproximadamente 1,6 bilhões de pessoas com vida média de 34 anos (!), hoje só na China em 2020 estima-se que terá essa população, quando o mundo já terá 8 bilhões de pessoas. E "ontem" há 15 anos? Sem DVD, Mp3, iPod, máquinas e celulares digitais, sem internet rápida e englobando a quase tudo? Como vivíamos sem essas coisas?
Enfim, num período de tempo desprezível para os paradigmas universais demonstramos uma capacidade espantosa em evoluir e nos organizar socialmente em populações cada vez maiores e mais complexas. E o ritmo só tem aumentado... ao ponto que algumas estimativas são curiosas: atualmente o conhecimento humano dobra a cada oito anos. E que, por exemplo, uma criança que nascer hoje quando ela tiver 50 anos 97% de tudo o que se saberá no mundo terá sido aprendido desde que ela nasceu. Hoje as grandes mudanças já ocorrem EM ANOS, logo logo ocorrerá em meses.
E lembre-se 100 anos para a idade do universo, seria aproximadamente irrisórios 15 segundos na vida de alguém que viveu 100 anos. Tem beijo de boca que demora mais, por exemplo.
Mas e a formiga?
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Uma questão que todos já se perguntaram é a respeito da vida extraterrestre. Mas, ora, pra se saber da existência de vida fora da Terra, ou da inexistência dela, seria necessário averiguar em todos os possíveis locais do universo onde possa ter se desenvolvido vida. Como em outros planetas, por exemplo. Por isso, eu pergunto: quantos planetas você conhece fora do sistema solar? Quantos?? Nenhumzinho?
Então como podemos discutir esse assunto se nem sabemos o básico? Ou iremos criar novas baboseiras? Não seria melhor nos conformarmos com a insignificância de nosso atual conhecimento? Seria. Mas mesmo assim, podemos confabular algumas hipóteses.
Antes uma breve explicação. A Terra é um dos oito planetas que orbitam ao redor da estrela Sol. E o Sol é APENAS UMA dentre cerca de duzentos bilhões de outras estrelas presentes em nossa galáxia – a via-láctea. E nossa galáxia é uma dentre inúmeras galáxias que compõem o universo. Espero que você não tenha se perdido nessa seqüência, mas com certeza você se perderia caso falasse a respeito das dimensões de tudo isso acima. Não me atreverei.
Será que apenas na nossa estrela, dentre outras 200 bilhões, existe planetas ao redor? Essa é uma pergunta capital e até 1992 não se sabia respondê-la. E por quê? Mesmo com nossos telescópios bem potentes? Por um motivo simples, ao vermos a luz de qualquer estrela, ela ofusca tudo a sua volta, impedindo a visualização de qualquer planeta que porventura a estivesse orbitando. Parece justificativa pra criança, mas é isso que a NASA nos explica.
A partir de 1992, no entanto, por MÉTODOS INDIRETOS ela passou a ser respondida. Hoje se sabe que na verdade incontáveis planetas existem orbitando outras estrelas de nossa galáxia. Nas estrelas das outras galáxias deve ocorrer o mesmo também. E até o dia 1 de outubro de 2007 já foram catalogados 248 outros planetas extra-solares. Têm por enquanto nomes técnicos, a saber: HD12661c, HD37124c, 70 Vir, GJ876b, etc. E a lista não pára de crescer. E por que você não sabia disso? Justamente porque a foto de nenhum deles, como expliquei, está disponível. Ou seja, não conseguimos nem tirar fotos de planetas extra-solares, saber se há vida neles muito menos ainda. Veja como nesse aspecto – do conhecimento de nossa vizinhança – estamos na melhor das auto-avaliações apenas engatinhando. E ainda tem gente que fica maravilhado quando sai alguma nova foto tirada pelo Hubble...
A lista destes planetas é constantemente atualizada no site na NASA a seguir:
http://planetquest1.jpl.nasa.gov/atlas/atlas_index.cfm
Falei que não iria me aventurar sobre as dimensões universais. Mas conhecê-las é fundamental para tornarmo-nos pessoas mais humildes, apreciando toda nossa insignificância, e assim descobrindo que nossa inerente prepotência não tem muito propósito de existir.
Poderia começar assim: a Terra tem 12 mil km de diâmetro contra 90 mil anos-luz (cada ano-luz tem 9,5 trilhões de km) de diâmetro da via-láctea, mas seria mal-sucedido em meu objetivo, pois infelizmente nosso cérebro não consegue dimensionar essa tamanha desproporção. Por isso preciso de outra analogia, e é aí que entra a formiga. Ela e suas bactérias.
Imagine o quanto nosso planeta é – infinitamente – maior quando comparado com o tamanho da formiga. Infinitamente. Imagine. Pois nossa galáxia guarda a mesma proporção em relação ao nosso planeta. Ela é tão infinitamente maior que a Terra, quanto esta o é quando comparada com a formiga. Assim a analogia seria: nós seríamos as bactérias da formiga, a formiga, então, representaria a Terra e todo o planeta de fato seria a Via-láctea.
E você, caro leitor, imagine-se por um momento como um ET. Você agora não é mais o leitor que vê a formiga, mas um ET que vê a Terra de fora. Imagine suas bactérias e pense serem nós seres humanos. E quando você for dar uma volta pela via-láctea (ao sair de casa, por exemplo, e ir trabalhar, ou viajar) no caminho você vai perceber toda a insignificância da Terra (a formiguinha que ficou na sua casa) pela tamanha desproporção entre ela e todo seu caminho percorrido. É uma comparação um tanto grotesca, mas que dimensiona bem nossa inefável miudeza.
Talvez assim você compreenda porque é difícil para as bactérias na formiga da sua casa tenta descobrir outras bactérias vivas na formiga que você encontrou no seu trabalho, por exemplo.
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Tenho medo.
Algo me amedronta. O fato do pouco tempo em que precisamos pra chegar ao nosso nível evolutivo atual. E por que me amedronta? Simples. Pensem comigo. Caso exista VIDA INTELIGENTE EXTRATERRESTRE com certeza ela deve estar noutro patamar bem diferente: infinitamente inferior ou infinitamente superior a nós.
Ou seja, por outras palavras eu confesso: morro de medo de ET. Na verdade da imensa superioridade que eles já possam ter.
Veja bem. O universo tem 15 bilhões de anos, e por isso é bem provável que existindo vida inteligente em algum outro planeta ela já possa estar se desenvolvendo há muito mais tempo que os nossos 125 mil anos. E isso seria catastrófico, pois como vimos vida inteligente evolui muito rápido e dessa forma geraria um abismo sem fim entre nossas civilizações. Se atualmente estamos vivenciando uma época onde cada década já é responsável por transformações grandiosas na sociedade, logo mais adiante serão em anos, meses. Por isso, imagine uma civilização que já possa estar nesse ritmo frenético de desenvolvimento a nossa frente não a alguns anos (o que já seria calamitoso), mas a milhares, MILHÕES de anos. E pela infinidade de possibilidades universais, não deve ser difícil existir essa possibilidade. O que eles não poderiam fazer com a gente??? Se é que já não estão fazendo... Nossas ações já poderiam estar sendo, agora mesmo, totalmente vigiadas (como eu escrevendo esse texto) e por que até não dizer controladas e até manipuladas.
E se os parâmetros nesse hipotético planeta forem totalmente discrepantes dos quais a gente demorou séculos para compreender? Poderia questionar, por exemplo, se a força da gravidade e as forças da natureza deles forem todas diferentes das que conhecemos, mas vou além. E se eles mesmos forem verdadeiros gigantes gulliverianos, com uma expectativa de vida infinitamente superior a nossa e com um cérebro bem maior e mais potente?
Não poderíamos pensar de modo diferente. Pois para os parâmetros universais tudo é maiúsculo. As distâncias, as dimensões. Outro exemplo, a estrela mais próxima a nós, obviamente, o Sol está a uma distância de 8 minutos-luz, mas a segunda mais próxima, a Proxima Centauri, já está a 4,3 anos-luz. E se quiséssemos ir à galáxia MAIS PRÓXIMA, a de Andrômeda, por exemplo, levaríamos 2,3 MILHÕES de anos.... ou seja possibilidades não faltam de existir algum planeta com vida há muitos mais tempo que o nosso.
Eles podem ser até beligerantes, agressivos. E já podem até terem nos visitados à surdina. Agora convenhamos se esses seres já tiverem desenvolvido uma tecnologia capaz em atravessar de forma eficiente essas longas distâncias cósmicas, com certeza eles já seriam tão mais evoluídos que provavelmente não se deixariam ser vistos, muito menos nos considerariam alguma ameaça. Porque conseguir viajar na velocidade da luz, o que para a nossa tecnologia vigente não passa ainda de um devaneio sem previsão de resolver, ainda é pouco. Pois só para irmos e voltarmos de Andrômeda, por exemplo, iríamos gastar 4,6 milhões de anos, talvez a Terra nem existisse mais. Por isso deve existir outro modo, pela velocidade da luz, essa tartaruguinha, não serve. E talvez eles achem até graça em nossa sociedade, comparando-nos como verdadeiros lilliputianos, ou seja, um povo de estatura extremamente pequena e que está constantemente em guerra por futilidades.
E se somos as bactérias da formiga poderíamos concluir que estamos num nível evolutivo, em pleno século XXI, ainda muito rudimentar. A despeito do que muitos preferem pensar. Apesar de todos ficarmos deslumbrados com a tecnologia atual, nem notamos a realidade: o quanto estamos num nível evolutivo ainda precário. Porque como se sabe as bactérias mais evoluídas não são aquelas que destroem seus hospedeiros, seu hábitat; ao contrário conseguem viver em simbiose com eles. E nós, seres humanos, ainda não atingimos isso, pois nosso processo evolutivo atual ainda é extremamente deletério (com a imensa emissão de CO2 em carros, usinas, por exemplo) tanto pra o nosso planeta Terra, a nossa formiga, como para nós mesmos que vivemos em Guerras uns com os outros.
Enfim, esse texto ficou muito informativo. Espero que ao menos o cerne dele reverbere um pouco em você: como a vida inteligente evolui muito rápido.... e mesmo tendo consciência que ainda estamos engatinhando evolutivamente não tem como não se impressionar com nossa evolução. Pois antes éramos apenas 300 milhões no mundo todo e não existia nada senão ovelhinha pra cá, ovelhinha pra lá. Apenas dois mil anos após e já consigo me manter praticamente conectado em tempo real com quase todos os nossos outros 6 bilhões de lilliputianos....